Sobre reforma política, Efraim afirma que modelo atual está esgotado e defende distritão

16 de Março de 2017

Efraim Filho posicionou-se contra a lista fechada. “A melhor decisão é aquela mais simples para o eleitor, que os eleitores saibam em quem estão votando e que ganhe aquele que recebeu maior apoio popular, o voto majoritário”, disse.

Efraim-foto

Em meio às discussões sobre a reforma política, o líder do Democratas na Câmara, deputado Efraim Filho (PB), foi enfático ao dizer que o modelo atual está exaurido, esgotado e que ninguém defende a permanência do que está posto hoje. “Este é o ponto de partida. O ponto de chegada vai ser fruto dos debates”, afirmou.

Efraim Filho posicionou-se a favor do distritão e contra a lista fechada. “A melhor decisão é aquela mais simples para o eleitor, que os eleitores saibam em quem estão votando e que ganhe aquele que recebeu maior apoio popular, o voto majoritário”, disse.

Questionado sobre o porquê da defesa do distritão, ele disse que este é o tipo mais simples. “O eleitor se questiona porque um candidato que teve mais votos não é eleito e um outro entra carregado, muitas vezes, por um campeão de votos, comprometendo a representatividade”, explicou, para completar: “É por isso que defendo o voto majoritário, o distritão, no qual vence quem tiver a maioria dos votos”.

Para o líder do Democratas, a tarefa do Congresso é definir o modelo da reforma política. Ressaltou, no entanto, que a reforma precisa deixar o mandato do político mais perto daquilo que a sociedade quer de seu parlamentar.

Ao chegar à Câmara na manhã desta quinta-feira, Efraim Filho também falou sobre as manifestações de ontem, contrárias à reforma da Previdência. “O Parlamento é a casa do povo e deve ver o que o povo vê, ouvir e sentir a voz das ruas. Fruto deste diálogo com a sociedade é que aperfeiçoamentos serão feitos nas propostas em discussão na Câmara”, afirmou.