Prioridade é garantir condições de sobrevivência para micro e pequenos negócios, afirma líder

25 de Junho de 2020

“Menos burocracia e ampliação das garantias por parte do governo vão ao encontro das necessidades de quem emprega”, diz Efraim Filho

Encerrada a análise do Novo Código de Trânsito, a Câmara vai se debruçar sobre o tema do acesso ao crédito para empresas afetadas pela crise causada pela pandemia. Transformar crédito em dinheiro tem sido uma preocupação constante do líder Efraim Filho (PB), temor agravado em função da queda brusca das vendas de produtos e serviços em meio ao isolamento social.

“Micro e pequenos empreendedores sempre tiveram muita dificuldade para conseguir dinheiro junto aos bancos; sempre houve muita má vontade em emprestar para aqueles que acreditam e investem num pequeno comércio”, lamenta ele, que preside a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Comércio, Serviço e Empreendedorismo.

Duas Medidas Provisórias (MP) em tramitação no Legislativo abordam o tema do acesso ao crédito: 944 e 975. Por seu compromisso com a “causa empreendedora e a geração de empregos”, Efraim foi designado relator da 975, que destina R$ 20 bilhões para o Fundo Garantidor para Investimentos do BNDES, valores para empresas com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 300 milhões anuais.

O problema, para o líder do Democratas, não está no valor aportado, mas sim nas dificuldades para acessar as linhas de financiamento. “Quando tantos empreendedores precisam de crédito, o dinheiro não pode ficar parado nos bancos, como se estivesse debaixo do colchão”, pondera.

Em conversas com representantes da equipe econômica do governo e com lideranças partidárias, Efraim Filho defende a ampliação do prazo para pagamento do empréstimo e a melhoria do nível de garantias oferecidas pelo governo. “São correções para garantir fôlego durante o isolamento e para o período posterior, porque a economia, infelizmente, não vai retomar de forma plena.