Mandetta se despede do parlamento relembrando suas batalhas no Congresso

09 de Agosto de 2018

“Conseguimos muitas conquistas ao longo desses dois mandatos”, ressaltou. “Sempre me mantive fiel aos meus valores e minhas convicções, que são inegociáveis”, afirmou.

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O deputado federal Henrique Mandetta (MS) fez um pronunciamento na tribuna do plenário da Câmara dizendo que não será candidato nas próximas eleições. “Conseguimos muitas conquistas ao longo desses dois mandatos”, ressaltou. “Sempre me mantive fiel aos meus valores e minhas convicções, que são inegociáveis”, afirmou.

Mandetta lembrou que começou sua caminhada no parlamento quando o PT gozava de grande popularidade e que, ainda assim, sempre fez uma oposição forte, mas respeitosa. “Nossos princípios se confrontavam com o jeito petista de governar”, que ficaria evidente nos escândalos de corrupção que estavam por vir.

Médico, Mandetta foi um dos parlamentares mais atuantes do Congresso, sobretudo nos temas relacionados à saúde pública e na defesa da formação médica de qualidade, destacando-se por sua atuação na Comissão de Seguridade Social e Família. “Minha trincheira maior foi a Comissão, por onde passam temas tão importantes e onde sempre me posicionei na defesa dos que não têm voz, dos mais necessitados, mais carentes, em pautas de assistência social, saúde, pelos negros, mulheres e minorias”, destacou.

Temas como a dívida das instituições filantrópicas de saúde e a Lei do Autismo foram relembrados por Mandetta. “Ninguém sabia dessa questão das filantrópicas até pautarmos n Comissão”, lembrou. “Além disso, tiramos do limbo e conseguimos dar o devido respeito e dignidade a autistas e excepcionais, mudando a Constituição para abrigar mais claramente seus direitos”, acrescentou.

O parlamentar enfatizou que sempre lutou por uma saúde pública digna e de qualidade. “Defendo uma saúde de brasileiros para brasileiros e, sobretudo nessa área, não se pode negociar princípios e valores”, afirmou. “O Mais Médicos, que sempre combati, ia contra esses valores, porque negociava pessoas, com o governo petista junto com o governo cubano cooptando médicos e lhes confiscando os salários, o que é um crime de acordo com o Pacto de Genebra e fere de morte nossa Constituição”, frisou.

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