Líder Efraim Filho quer planos de saúde mais baratos para quem tem mais de 58 anos

14 de Novembro de 2017

A ideia é acumular parte do valor da mensalidade em um fundo de capitalização individual.

Líder Dep. Efraim Filho - Pronunciamento na comissão geral no plenário da câmara - 26_10_2017 (1)

O deputado Efraim Filho (PB), líder do Democratas na Câmara, afirmou que vai cobrar da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a aprovação da proposta que envolve regras de capitalização de recursos, similar à previdência privada, como forma de baratear os preços dos planos de saúde para pessoas com mais de 58 anos.

“Estamos estudando junto com a ANS uma fórmula para tentar baixar os preços das mensalidades de quem atinge a faixa de 59 anos. Existem atualmente 5,5 milhões de usuários acima dessa faixa etária. Os aumentos para quem atinge 59 anos surpreendem os beneficiários, já que eles podem chegar a 70% em alguns casos”, explicou.

A ideia é acumular parte do valor da mensalidade em um fundo de capitalização individual. Os recursos acumulados custeariam os gastos com saúde após os 59 anos, quando a necessidade de assistência aumenta e a renda, normalmente, diminui consideravelmente. Quando a contrapartida for de jovens, seria pago mais para formar essa reserva.

A cobrança do líder do Democratas é para que a ANS coloque a discussão do novo modelo como prioridade. Isso porque o número de idosos, que hoje representam 10% da população e 25% dos gastos com saúde, deve triplicar até 2050.

Ainda segundo o deputado para amenizar o impacto do reajuste progressivo, as operadoras de saúde com essa nova proposta poderão lançar planos que permitem o planejamento de parcelas com valor até 63% menor quando o usuário tiver mais de 65 anos. O novo modelo permite que o usuário pague bem menos pelo plano de saúde, justamente na fase da vida em que mais vai precisar.

“O usuário poderá pagar um percentual do valor da mensalidade enquanto é mais novo para financiar, no futuro, mais de 50% do valor do plano”, exemplificou.

Efraim Filho concluiu afirmando que o valor extra não vai pesar tanto porque ele está no auge da sua capacidade produtiva. Em contrapartida, o desconto de 63% nas mensalidades quando ele tiver 65 anos darão uma segurança muito grande, porque ele poderá pagar a fatura comprometendo uma parte menor da aposentadoria, salientando que esse modelo deva ser opcional e quem desejar poderá permanecer no modelo atual.