Exportação de gado vivo respeita bem-estar animal e é importante para nossa balança comercial, defende Tereza Cristina

14 de Setembro de 2018

“Não se pode ficar a mercê de um ativismo irracional, que não leva em consideração o cuidado e a profissionalização da nossa pecuária”, enfatizou Tereza.

Tereza

Diante das recentes polêmicas acerca da exportação de gado vivo para países consumidores, a deputada Tereza Cristina (MS) defende uma maior segurança jurídica para o produtor brasileiro. “Não se pode ficar a mercê de um ativismo irracional, que não leva em consideração o cuidado e a profissionalização da nossa pecuária”, enfatizou Tereza.

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) deve discutir a questão em breve, depois de uma decisão liminar da Justiça ter proibido a exportação do chamado “gado em pé” para a Turquia. “Embora a decisão tenha sido revertida, ela abriu uma discussão que mostrou o quanto as pessoas estão desinformados sobre essa questão”, apontou Tereza.

A alegação para a decisão judicial era de que os animais sofreriam de maus-tratos e que o abato no país de destino não respeitaria as leis brasileiras. “O transporte de gado em navios respeita todos os protocolos de bem-estar animal”, enfatizou Tereza. “Além disso, se o animal estivesse de fato sob stress ele não ganharia peso, como se pode inferir no desembarque”, acrescentou.

“Quanto ao fato do país de destino ter um processo diferente de abate do praticado no Brasil é algo que não se pode interferir, sob pena de desrespeitar a soberania de outras nações”, ponderou. “Além disso, ainda que diferente, o abate lá não representa maus tratos ou sofrimento”, disse.

Tereza ressaltou ainda que, para que um produtor rural possa vender animais para exportação, sua fazenda é auditada. “Os novilhos exportados são rastreados individualmente, por meio de um brinco com chip, que informa sua procedência, sua alimentação, o peso, a idade e a raça (ou cruzamento) de cada um”, explicou. “Além disso, no navio há acompanhamento de fiscais e veterinários desde o embarque, durante a viagem, até o descarregamento no destino, para assegurar a qualidade da exportação brasileira”, concluiu.

Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC o país encerrou 2017 totalizando 400,66 mil cabeças exportadas vivas, volume 41,9% maior do que o registrado em 2016.