Dr. Calil elenca quatro bandeiras prioritárias em discurso no Plenário da Câmara

08 de Fevereiro de 2019

O deputado elencou algumas das prioridades do seu mandato: melhoria no atendimento à saúde de crianças e adolescentes; avaliação dos riscos do uso indiscriminado de agrotóxicos; inclusão social dos deficientes; e a questão das patentes para cientistas e pesquisadores brasileiros.

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O deputado Dr. Zacharias Calil, médico de renome nas operações de separação de gêmeos siameses, discursou nesta quarta-feira (07), no Plenário da Câmara dos Deputados. O deputado de primeiro mandato, que foi o terceiro mais votado de Goiás, elencou algumas das prioridades do seu mandato: melhoria no atendimento à saúde de crianças e adolescentes; avaliação dos riscos do uso indiscriminado de agrotóxicos; inclusão social dos deficientes; e as dificuldades para cientistas e pesquisadores conseguirem patentes nos seus trabalhos.

Calil lamentou a ausência de um hospital pediátrico de referência no estado de Goiás. O deputado declarou que vai trabalhar para mudar esta realidade. Ele também afirmou que deseja investigar as causas das más formações e anomalias raras. “Eu vejo isso relacionado ao uso indiscriminado de agrotóxicos. O Brasil está se tornando uma lixeira química. 30% do princípio ativo desses produtos que estão sendo liberados aqui, foram banidos da Europa”, disse o parlamentar, que ainda contestou isenção de impostos na indústria dos agrotóxicos.

Outro tema de relevo na agenda do Dr. Zacharias Calil é o fortalecimento da inclusão social, principalmente dos deficientes físicos. O deputado goiano elogiou medidas como as paraolimpíadas.

Antes de finalizar o discurso, Calil ainda revelou a intenção de trabalhar para modificar o modelo do Instituto Nacional de Propriedade Industrial. “Eu, como médico, cientista e pesquisador, demorei quinze anos para conseguir uma patente de um medicamento que nós desenvolvemos”, criticou. O parlamentar disse que, infelizmente, o instituto tem funcionado como uma carta de crédito. “Tudo o que você faz ali, tem que pagar”, lamentou.